quinta-feira, 30 de junho de 2011

Quanto custa viver na Terra da Rainha

Atendendo a pedidos de sanduicheiros curiosos em saber que quanto custa para se viver aqui na Inglaterra, decidi fazer um post a respeito. Porém, já tinha me deparado há um tempo atrás com uma análise MUITO BOA feita pelo Ed em seu blog. Eu não conseguiria fazer algo melhor e, com a autorização dele, aqui reproduzo seu texto, o qual assino embaixo.

Vale destacar que, em termos de tamanho de cidades, a comparação Rio x Londres é mais justa do que a minha, que seria São Paulo x Bristol, que é muito mais barata que Londres (principalmente aluguel e preço de imóveis). Claro que os custos variam de caso a caso dependendo do seu padrão de vida (estudante pobretão ou empreiteiro aposentado querendo paz para jogar críquete) e da cidade em que você vive, mas dão uma noção muito boa do contraste Brasil x Inglaterra. Os dados do post dele são de 2007/2008 (atualizei apenas uma ou outra linha na tabela), mas atesto agora, em 2011, que pouca coisa mudou e a análise ainda é absolutamente pertinente.

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O blog da Baxt - que tem sempre discussões bacanas - levantou uma das questões mais importantes para quem pensa em viver fora do país: o custo de vida. E é uma discussão que gosto tanto que resolvi até tirar a poeira aqui do blog pra comentá-la.

Realmente quando falo que na minha opinião a Inglaterra tem custo de vida menor do que o do Brasil (ou ao menos Rio e São Paulo), ninguém entende nada a princípio. Como pode Londres - sempre considerada como um dos lugares mais caros do mundo - ser mais barato do que o Rio de Janeiro?

Eu geralmente explico que tem a comparação cambial e a numérica.

A cambial é essa daí que Baxt comentou: o mesmo produto (sofá do IKEA / Tok&Stok) custa R$ 660 em UK e R$ 2200 no Rio, o que já é um absurdo. E é essa comparação que as pesquisas oficiais usam. Geralmente essas pesquisas consideram o custo em dólar das coisas em uma cidade-base (tipicamente New York!) e dali vão fazendo comparação com outras cidades do mundo.

Oras, isso é muito bacana... mas só se você está com dólares no bolso e quer gastar em outro lugar. Ou seja, Londres e Tokyo são sim mais caras do que Paris, Buenos Aires ou Rio , mas sob o ponto de vista de um turista americano - que recebe seu salário nos EUA. Mas isso não é custo de vida, pô! Isso é no máximo um "custo de visita", "custo de turismo" ou sei lá o que...

Pra saber o custo de vida é preciso botar o salário local (e até a qualidade dos serviços públicos) nas estatísticas, senão vira bagunça! Daí que o que chamo de "comparação numérica" é importante. Por exemplo, a média oficial de salários no Reino Unido é em torno de 24k libras/ano, ou seja, 2 mil libras/mês. No Brasil de acordo com o IBGE é R$1350, mas vamos arredondar para R$2000 pra facilitar.

Neste caso esse mesmo sofá comentado por Baxt que no Rio custa pra lá de 100% o salário mensal do Brasileiro médio, em Londres morde só uns 10% do salário do mês do cidadão. Quando vc considera que receberá 2000 unidades (em libras, reais, bananas ou maçãs...) todo mês e compara isso com os gastos é que a coisa fica interessante (e mais JUSTA).

A um tempo atrás fiz uma tabela de comparação e vou compartilhá-la aqui com vocês. Alguns valores podem estar desatualizados (acho que são de 2007/2008) mas ainda assim nos dão uma visão clara e uma comparação mais justa do que essas pesquisas que se vê por aí:






Custo de vida Brasil x Reino Unido









































































































































































DescriçãoRio%RioLondres%LondresComentários
Salário bruto médio mensalR$ 2.000,00£ 2.000,00 Salário médio mensal britânico (24k/ano) // No Brasil, o IBGE diz que a média é em torno de R$ 1350/ano. Arredondei para R$2000 para facilitar a comparação. (ainda que só o TOP 10-20% dos brasileiros ganhe isso)
Impostos na fonte R$ 330,0016,50%£ 500,0025,00% Imposto de Renda + INSS // Income Tax + National Insurance
Aluguel + Condomínio (2 qtos) R$ 2000,00100,00%£ 800,0040,00% Em ambos, preço de apto de tamanho médio. Localização: Rio = Méier e Tijuca da vida // UK = fora de Londres (Berkshire, Hampshire, Oxfordshire...) // Mas saiba que em Londres é mais caro e a variação (tanto em preço quanto em qualidade) é muito maior dependendo da área!
Casa própria R$ 100.000,005.000,00%£ 200.000,0010.000,00% Em UK é caríssimo mesmo ! 200k é o preço médio... Pode-se esperar coisas acima de 500k (1 milhão de dólares!!) com facilidade ! // Mas numericamente o Rio está ficando próximo!
Água £ 30,001,50% No Brasil, geralmente está incluído no condomínio do prédio.
Plano de Saúde de R$ 0 a R$ 5000 a 25% Em UK, não é preciso. Se quiser pode ter, mas você só vai ao hospital privado se precisar de um especialista e só após passar pelo hospital/clínica/posto de saúde público. No Brasil, depende de sua idade e do que a tua empresa dá (ou não) em subsídios.
Eletricidade R$ 120,006,00%£ 20,001,00% Essa é das coisas mais difíceis de medir, mas eu diria que essa é a média de gastos para uma família pequena
Gás R$ 20,001,00%£ 30,001,50% Em UK usa-se mais gás por conta do aquecimento da casa e da água (boiler). Tudo isso que pode ser elétrico também (aí aumentaria o valor da Eletricidade)
Telefone fixo + Internet banda larga + TV por assinatura R$ 150,007,50%£ 25,001,25% Isso também varia, mas considerei o pacote basicão. Na UK custa 12 libras por mês para ter a televisão aberta com eventos ao vivo (BBC e afins)
Cinema R$ 16,000,80% £ 8,000,40% Preço de multiplex estilo UCI /Cinemark e em horario de "rush"
Fast food R$ 12,000,60% £ 3,500,18% McOferta Big Mac da vida
Restaurante R$ 80,004,00%£ 40,002,00% Jantar para 2 em lugares do tipo Parmê, e La Mole, talvez Outback e Fridays, no Rio... // preços de UK em lugares como Strada, Bella Italia, Fridays, Nando's e Pizza Express.
Gasolina R$ 375,0018,75% £ 200,0010,00%150 litros de gasolina (pouco mais de 3 tanques de carro popular) // OBS: UK = 1,30 pound por litro // Rio = 2,50 por litro
Carro popular 0 km R$ 40.000,002000,00%£ 10.000,00500,00% Exemplo: Fiat Punto
Carro popular com 3 anos de uso R$ 18.000,00900,00%£ 2.500,00125,00% Pouco mais de um salário mensal britânico compram um carro decente usado.
Laptop novo R$ 2.100,00105,00%£ 399,0019,95% Configuração boa/atual e marca conhecida (Dell, Acer, HP ...)
Câmera Digital R$ 800,0040,00%£ 120,006,00%
Geladeira R$ 1.800,0090,00% £ 250,0012,50%
Transporte (ônibus+metrô) R$ 300,0015,00%£ 140,007,00% Rio: 1 ônibus + metrô todos os dias, ida e volta // Londres: Travelcard zonas 1-4
Passagem Aérea (férias) R$ 800,0040,00% £ 80,004,00%Embora GOL e outras tenham promoções de tempos em tempos, em situação normal um voo Rio-Fortaleza (exemplo) não sai por menos de R$ 800 ida e volta. Voos pela União Européia custam no máximo 100 libras (algumas promoções fazem isso cair para 10 ou 20 libras às vezes)




Ou seja, isso demonstra claramente que para uma pessoa média custa de 2 a 10 vezes mais viver em uma grande metrópole Brasileira como Rio e SP do que no Sul da Inglaterra / Londres. E mesmo que um dia os preços fiquem iguais, vai continuar mais caro se comparar com o percentual do salário. Percebe-se claramente que o salário médio brasileiro precisa no mínimo triplicar pra que o poder de compra seja o mesmo dos países ricos.

E isso porque nem citei salário mínimo. O salário mínimo no Reino Unido gira em torno de 1000 libras/mês (só metade da média) enquanto que no Brasil ainda é pouco acima de 500 reais (1/4 da média). Então um pai de família ganhando 500 reais no Brasil precisa juntar o equivalente a quase 4 meses de seu salário pra comprar uma geladeira enquanto que no Reino Unido a geladeira custa só 25% do salário mínimo. Esse mesmo assalariado precisa juntar 70 meses de seu salário de 600 reais pra um dia comprar um carro 0 km.

Ah, e isso tudo uma pessoa sem filhos (no Brasil paga-se caro por escola), sem dar muito foco nos planos de saúde (já viu quanto custa o plano de sua avó no Brasil? E quando você envelhecer como será?), sem considerar que na Europa o imposto pago volta em forma de serviços decentes etc...

Não há nada de errado em ser otimista com o crescimento do Brasil. Mas também é preciso ser realista: enquanto o salário mínimo não for a algo como R$ 2000 e a média em torno de R$ 4000 não podemos nos enganar achando que o Brasil já está pertinho de ser primeiro mundo.

Ainda falta muito meus amigos, e precisamos fazer pressão em cima dos governos pra realmente melhorarem as coisas fundamentais. Por enquanto o que temos é basicamente uma beleza macroeconômica pra inglês ver... e especular nas Bolsas.


Ed

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Cheddar




Quem prestou a prova do TOEFL já deve ter se deparado com o famigerado Reading sobre o tema Cheddar, que você pode encontrar em alguns dos livros preparatórios para o exame. Aliás, é um texto bastante informativo, que explica o porquê do cheddar ter aquela cor laranja forte, popular no mundo todo. Na verdade o cheddar é branco, como a maioria dos queijos. Resumidamente, essa diferença nas cores vem desde meados do século XVIII, pouco antes da Guerra de Independência dos EUA. Os fazendeiros americanos, cansados de ter que pagar os impostos exigidos pela Inglaterra, decidiram adicionar suco de cenoura ao seu queijo cheddar para diferenciar o produto americano do produto inglês, o cheddar branco. As pessoas passaram a comprar apenas o produto americano, o cheddar laranja, como forma de incentivar a economia local e ainda de alguma forma retaliar a Terra Mãe Inglaterra. Depois da Independência e do estabelecimento da economia dos EUA como a maior do mundo, a cultura do cheddar laranja, hoje colorido com corante, não mais cenoura, se disseminou e virou a cor "oficial" do queijo em todo o mundo.

Bem, em quase todo o mundo. Aqui, na boa e velha Terra da Rainha, que adora uma tradição, a cor original do queijo cheddar, o branco, é mantida. E, sinto muito, mas o queijo inglês é muito mais gostoso que o cheddar laranja. É muito mais suave, mas mantém aquele gostinho na boca depois que você come. Eu como quase toda semana, principalmente como queijo ralado (aqui não é parmesão...).

E, para ir mais a fundo na história do queijo, resolvi num fim de semana combinar com alguns amigos do laboratório para irmos até o vilarejo de Cheddar, a uns 30 minutos de Bristol, comer o queijo direto da fábrica original do queijo. E, de quebra, conhecer as Cavernas e o Desfiladeiro de Cheddar, muito famosos aqui pela importância arqueológica e beleza das paisagens, respectivamente.

As cavernas são bem bonitas, mas são comparativamente bem menores que as da Eslovênia (eu sei que é covardia comparar...). Era lá que eles deixavam o queijo curar. Agora, a caminhada de 5 km pelo desfiladeiro (incluindo duas subidas!) foi muito legal. É para cansar qualquer um, mas as paisagens e a diversão da jornada vale muito a pena. Depois, para refrescar, tomamos um sorvete (é, queijo nessas horas não ajuda muito...). E aproveitei o dia para comprar mais umas peças de cheddar branco, o original e único.

É, vou sentir saudades do verdadeiro cheddar...















quinta-feira, 16 de junho de 2011

Faça sua fezinha!


Valendo um souvenir especial para quem acertar na mosca primeiro!

Qual será a contagem final do contador de balões deste blog? No momento marcamos 85 balões. Estou na expectativa para ver se passa de 100 ou não. Tenho mais 52 dias aqui, contudo nem todos em Bristol...

Dica: eu não estarei aqui para a Bristol Baloon Fiesta 2011.

PS: este post é uma jogada de marketing barata para a elevar a audiência deste blog. Pensei em vender o espaço das madrugadas para a Igreja Universal, mas optei pela distribuição de prêmios do Baú da Felicidade!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Olho no Leão




"A coisa mais difícil de compreender no mundo é o imposto de renda"
(Albert Einstein)

Acabada a série de posts (brilhantemente) terceirizados para minha família, hora de voltar aos negócios. Hora de falar de impostos.

Os estudantes de pós-graduação estão naquele limbo entre a juventude e a vida adulta. Em outras palavras, numa terra de ninguém onde frequentemente não se sabe se têm ou não que pagar impostos.

No Brasil, se você é menor de 24 anos e está cursando a graduação, pode ser incluído como dependente e não precisa pagar imposto, mesmo que ganhe bolsa de iniciação científica. Quando apaga mais uma velinha ou passa para a pós-graduação, você sai dessa categoria. Porém, as bolsas de mestrado e doutorado também são isentas de tributo, ou seja, apesar de você ter que declarar imposto, não receberá taxação por esse dinheiro recebido.

Na Inglaterra, é a mesma coisa. Se você é aluno e recebe bolsa, não precisa pagar imposto sobre esse dinheiro recebido. Mas e se você recebe dinheiro de outro país (digamos, o Brasil), precisa declarar? E quando volta para o Brasil, precisa declarar também?

No caso do doutorado sanduíche, aqui funciona como se fosse uma bolsa inglesa mesmo, isenta de tributação. E, no Brasil, é uma bolsa como a normal de doutorado, com exceção de que se está recebendo o dinheiro no exterior. Sem problemas, portanto, certo?

Nope.

Estava eu feliz aqui por ter desmentido Einstein e ter conseguido desvendar a estrutura de impostos bretã e descobrir que não preciso pagar imposto de renda. (Aliás, pago impostos sim em tudo que compro, o VAT, imposto único, que vem discriminado em tudo que se compra e adquire aqui, e que agora equivale a 20% - menor que no Brasil e onde se vê os reflexos desse imposto nos serviços públicos prestados.) Mas, fora isso, achei que estava bem.

Mas que bobão. Você é um adulto agora e adultos têm que pagar impostos, já dizia o pai do Kevin Arnold em Anos Incríveis. Recebi uma carta da Prefeitura de Bristol com o Council Tax do período de agosto de 2010 até março de 2012.

Concil Tax, que raios é isso? É o IPTU daqui. Bom, parei, olhei, respirei e pesquisei. Dessa vez, porém, o resultado não me foi favorável. Estudantes estão isentos de pagar o Council Tax. Mas, lembram-se da minha luta para NÃO ser estudante aqui? Pois é, como não sou estudante, NÃO estou isento do Council Tax (uma taxa de mais ou menos 90 libras por mês).

Olhei o tamanho do rombo, £1650, mais de R$4500. Bom, primeiro, não precisaria pagar o período de agosto-2011 a março 2012, pois não estarei aqui. Nisso a conta cai para £1044 na banda mais baixa de residências (na qual minha humilde casa se inclui). Depois, como moro só aqui, tenho 25% de desconto, resultando em £784, mais de R$2000. Fui à prefeitura de Bristol numa segunda-feira chuvosa para esclarecer minha situação e, no meio dos pobres daqui (os imigrantes, principalmente os muçulmanos e indianos esperando seu benefício social). Fui muito bem atendido, com muita rapidez se considerado o número de pessoas que lá estavam (nessa hora que vc dá valor ao imposto que paga) e acertei minhas pendências.

Assim, se você for estudante de doutorado sanduíche no Brasil e estiver como Academic Visitor na Inglaterra, saiba que você precisa sim pagar o Council Tax. Ainda que seja o preço inteiro, é mais de quatro vezes mais barato do que a Tuition Fee que você teria que pagar caso quisesse o visto de Student. E você ainda pode pagar mensalmente via débito automático ou mesmo online, com cartão de crédito. O valor muda conforme a cidade ou distrito (council) que você está, pois no regime parlamentarista daqui eles têm autonomia para cobrar taxas diferentes.

Portanto, cuidado, veja se você está pagando já o Council Tax no seu aluguel. Se está alugando uma casa o seu senhorio tem que pagá-la. Se é uma moradia de estudantes como a minha você tem que pagar por fora, porque teoricamente estudantes estão isentos (mas eles conferem com a lista de estudantes das universidades, portanto não confie).

Como diria outro grande cientista:

"Nada é mais certo neste mundo do que a morte e os impostos."
(Benjamin Franklin)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Como minha mãe descreve... a Holanda

Última parada (que peninha!) – 3 dias em Amsterdam

A vista do avião ao chegar é muito bonita, parece uma colcha de retalhos em tons de verde, amarelo, marrom, além dos canais atravessando a cidade. Já estava gostando do que via.




Vale destacar o aeroporto. É imenso, com várias esteiras para que se possa andar por ele com maior rapidez e tem até cassino, museu e um enorme shopping paras as primeiras ou as últimas comprinhas!


Pegamos um trem pro centro da cidade, lá pegamos um táxi (que senhor táxi!) e fomos para o hotel. Como o aeroporto é bem distante da cidade, posso considerar este traslado como o nosso passeio inicial por Amsterdam. Pegamos um trecho de estrada até chegar à cidade. Tudo muito bem cuidado. Havia uma certa expectativa da minha parte, pois sabia que Amsterdam era uma cidade diferente, nada parecido com Londres ou Paris.


Chegamos no domingo de Páscoa e, também, véspera de feriado para eles. Dia de sol. Portanto, gente na rua, mas sem aquela sensação de multidão ou de desorganização.
Dia de andar a pé ou de bicicleta (elas são muuuuuuitas!), de sentar nos bares e cafés ao longo dos belíssimos canais que cortam a cidade, de andar de barco por eles, para simplesmente apreciar a cidade ou para encontrar com os amigos. Sim, eles usam seus barcos para almoçar ou jantar, para um vinho ou cerveja, para bater papo com amigos. Vimos até uma festa dentro de um deles!









Como melhorar este lindo cenário? De vez em quando, batia um vento que fazia com que voassem milhares de sementinhas secas, bem clarinhas, super leves, enfeitando ainda mais aquela linda cidade.

Pronto, já havia me encantado por Amsterdam. Aliás, todos nós.





Ficamos passeando a pé pelas ruas e canais da cidade. Fomos longe, não queríamos parar. Tudo era tão lindo! E as bolhas nos pés? Até foram esquecidas. Conhecemos a casa mais fina do mundo e, quando começamos a ver muitos sexy shops e algumas casas com grandes janelas e cortinas vermelhas, logo percebemos, estávamos no Red Light District.





A casa mais fina do mundo



O famoso Distrito da Luz Vermelha (não se pode tirar fotos quando as mulheres estão nas janelas)



Eu lembro da época que este blog era um blog de família...



Jantamos e voltamos andando para o hotel (lugar bom de se voltar, ótimo quarto, delicioso travesseiro), sentindo aquele friozinho da noite. Que delícia! Estávamos todos felizes.

Acordamos cedo para um delicioso café da manhã no hotel e um incrível passeio. Afinal, hoje era dia do meu aniversário. Como dizia o André, meu primeiro aniversário em Amsterdam!


Além da máquina fotográfica que ganhei de presente no início da viagem (grande estreia, são mais de 3000 fotos e vídeos! adorei), ganhei mais um super presente: visitar o museu Van Gogh. Foi emocionante, pra dizer o mínimo. Não se pode fotografar lá dentro, mas vou fazer força para que meus olhos não esqueçam as maravilhas que vi. Sei que meu coração jamais esquecerá. Pode parecer um pouco piegas, mas quando vejo coisas que me deixam feliz, gosto que os que gosto estejam comigo. E estavam. Isso é felicidade.





Aproveitamos o restante do dia visitando o Museu do Diamante, a Casa de Anne Frank, tomando um chopp à beira do cais, conversando e passeando calmamente a pé pela cidade.








Quando achava que tudo já estava mais que bom, veio o último dia – um passeio ao parque Keukenhof.


O maior jardim do mundo! Abre somente dois meses no ano. Abrange uma área de 32 hectares, com 15 km de trilhas, 7 milhões de bulbos de flores plantadas pela mão, mais de 2500 árvores em 87 variedades, mais de 100 tipos de tulipas. É o parque mais fotografado do mundo.


Não dá para o coração não bater mais forte ao entrar em Keukenhof. É de tirar o fôlego.


Não vou tentar traduzir em palavras toda a beleza que vi e todo o perfume que senti durante as muitas horas que passei ali. Sei, com certeza, que foi uma das coisas mais lindas que vi na vida!


















Para finalizar, mais um passeio incrível. Fomos ver o entardecer, andando de barco pelos canais de Amsterdam. Que máximo! O vento frio batendo no rosto, novamente as sementinhas caindo do céu trazendo um gostinho de quero ficar mais!!








Do que mais gostei? De tudo.

Se moraria lá? Sim, mas teria que comprar um barco e uma bicicleta.

Apesar da enorme saudade da Tuti, minha amada cã, que esteve conosco em todos os passeios (temos fotos e vídeo que comprovam isso, grande idéia da Alice), nada aconteceu que tenha feito com que as minhas impressões sobre esta viagem não fossem as melhores possíveis.

Mas vale dizer que esta viagem não seria tão incrível se não estivéssemos todos juntos. Fazia tempo que não viajávamos os quatro juntos. Um exercício de paciência e de tolerância, mas de muita alegria e amor.








Uma palavrinha especial ao André, que montou um super roteiro, foi um excelente host, um guia perfeito, sempre com informações importantes, dando um sentido muito maior ao que estávamos vendo, além de me paparicar bastante. Sim, sou mãe coruja.

Estou muito feliz. Que viagem!!!


Rita