quinta-feira, 16 de junho de 2011

Faça sua fezinha!


Valendo um souvenir especial para quem acertar na mosca primeiro!

Qual será a contagem final do contador de balões deste blog? No momento marcamos 85 balões. Estou na expectativa para ver se passa de 100 ou não. Tenho mais 52 dias aqui, contudo nem todos em Bristol...

Dica: eu não estarei aqui para a Bristol Baloon Fiesta 2011.

PS: este post é uma jogada de marketing barata para a elevar a audiência deste blog. Pensei em vender o espaço das madrugadas para a Igreja Universal, mas optei pela distribuição de prêmios do Baú da Felicidade!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Olho no Leão




"A coisa mais difícil de compreender no mundo é o imposto de renda"
(Albert Einstein)

Acabada a série de posts (brilhantemente) terceirizados para minha família, hora de voltar aos negócios. Hora de falar de impostos.

Os estudantes de pós-graduação estão naquele limbo entre a juventude e a vida adulta. Em outras palavras, numa terra de ninguém onde frequentemente não se sabe se têm ou não que pagar impostos.

No Brasil, se você é menor de 24 anos e está cursando a graduação, pode ser incluído como dependente e não precisa pagar imposto, mesmo que ganhe bolsa de iniciação científica. Quando apaga mais uma velinha ou passa para a pós-graduação, você sai dessa categoria. Porém, as bolsas de mestrado e doutorado também são isentas de tributo, ou seja, apesar de você ter que declarar imposto, não receberá taxação por esse dinheiro recebido.

Na Inglaterra, é a mesma coisa. Se você é aluno e recebe bolsa, não precisa pagar imposto sobre esse dinheiro recebido. Mas e se você recebe dinheiro de outro país (digamos, o Brasil), precisa declarar? E quando volta para o Brasil, precisa declarar também?

No caso do doutorado sanduíche, aqui funciona como se fosse uma bolsa inglesa mesmo, isenta de tributação. E, no Brasil, é uma bolsa como a normal de doutorado, com exceção de que se está recebendo o dinheiro no exterior. Sem problemas, portanto, certo?

Nope.

Estava eu feliz aqui por ter desmentido Einstein e ter conseguido desvendar a estrutura de impostos bretã e descobrir que não preciso pagar imposto de renda. (Aliás, pago impostos sim em tudo que compro, o VAT, imposto único, que vem discriminado em tudo que se compra e adquire aqui, e que agora equivale a 20% - menor que no Brasil e onde se vê os reflexos desse imposto nos serviços públicos prestados.) Mas, fora isso, achei que estava bem.

Mas que bobão. Você é um adulto agora e adultos têm que pagar impostos, já dizia o pai do Kevin Arnold em Anos Incríveis. Recebi uma carta da Prefeitura de Bristol com o Council Tax do período de agosto de 2010 até março de 2012.

Concil Tax, que raios é isso? É o IPTU daqui. Bom, parei, olhei, respirei e pesquisei. Dessa vez, porém, o resultado não me foi favorável. Estudantes estão isentos de pagar o Council Tax. Mas, lembram-se da minha luta para NÃO ser estudante aqui? Pois é, como não sou estudante, NÃO estou isento do Council Tax (uma taxa de mais ou menos 90 libras por mês).

Olhei o tamanho do rombo, £1650, mais de R$4500. Bom, primeiro, não precisaria pagar o período de agosto-2011 a março 2012, pois não estarei aqui. Nisso a conta cai para £1044 na banda mais baixa de residências (na qual minha humilde casa se inclui). Depois, como moro só aqui, tenho 25% de desconto, resultando em £784, mais de R$2000. Fui à prefeitura de Bristol numa segunda-feira chuvosa para esclarecer minha situação e, no meio dos pobres daqui (os imigrantes, principalmente os muçulmanos e indianos esperando seu benefício social). Fui muito bem atendido, com muita rapidez se considerado o número de pessoas que lá estavam (nessa hora que vc dá valor ao imposto que paga) e acertei minhas pendências.

Assim, se você for estudante de doutorado sanduíche no Brasil e estiver como Academic Visitor na Inglaterra, saiba que você precisa sim pagar o Council Tax. Ainda que seja o preço inteiro, é mais de quatro vezes mais barato do que a Tuition Fee que você teria que pagar caso quisesse o visto de Student. E você ainda pode pagar mensalmente via débito automático ou mesmo online, com cartão de crédito. O valor muda conforme a cidade ou distrito (council) que você está, pois no regime parlamentarista daqui eles têm autonomia para cobrar taxas diferentes.

Portanto, cuidado, veja se você está pagando já o Council Tax no seu aluguel. Se está alugando uma casa o seu senhorio tem que pagá-la. Se é uma moradia de estudantes como a minha você tem que pagar por fora, porque teoricamente estudantes estão isentos (mas eles conferem com a lista de estudantes das universidades, portanto não confie).

Como diria outro grande cientista:

"Nada é mais certo neste mundo do que a morte e os impostos."
(Benjamin Franklin)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Como minha mãe descreve... a Holanda

Última parada (que peninha!) – 3 dias em Amsterdam

A vista do avião ao chegar é muito bonita, parece uma colcha de retalhos em tons de verde, amarelo, marrom, além dos canais atravessando a cidade. Já estava gostando do que via.




Vale destacar o aeroporto. É imenso, com várias esteiras para que se possa andar por ele com maior rapidez e tem até cassino, museu e um enorme shopping paras as primeiras ou as últimas comprinhas!


Pegamos um trem pro centro da cidade, lá pegamos um táxi (que senhor táxi!) e fomos para o hotel. Como o aeroporto é bem distante da cidade, posso considerar este traslado como o nosso passeio inicial por Amsterdam. Pegamos um trecho de estrada até chegar à cidade. Tudo muito bem cuidado. Havia uma certa expectativa da minha parte, pois sabia que Amsterdam era uma cidade diferente, nada parecido com Londres ou Paris.


Chegamos no domingo de Páscoa e, também, véspera de feriado para eles. Dia de sol. Portanto, gente na rua, mas sem aquela sensação de multidão ou de desorganização.
Dia de andar a pé ou de bicicleta (elas são muuuuuuitas!), de sentar nos bares e cafés ao longo dos belíssimos canais que cortam a cidade, de andar de barco por eles, para simplesmente apreciar a cidade ou para encontrar com os amigos. Sim, eles usam seus barcos para almoçar ou jantar, para um vinho ou cerveja, para bater papo com amigos. Vimos até uma festa dentro de um deles!









Como melhorar este lindo cenário? De vez em quando, batia um vento que fazia com que voassem milhares de sementinhas secas, bem clarinhas, super leves, enfeitando ainda mais aquela linda cidade.

Pronto, já havia me encantado por Amsterdam. Aliás, todos nós.





Ficamos passeando a pé pelas ruas e canais da cidade. Fomos longe, não queríamos parar. Tudo era tão lindo! E as bolhas nos pés? Até foram esquecidas. Conhecemos a casa mais fina do mundo e, quando começamos a ver muitos sexy shops e algumas casas com grandes janelas e cortinas vermelhas, logo percebemos, estávamos no Red Light District.





A casa mais fina do mundo



O famoso Distrito da Luz Vermelha (não se pode tirar fotos quando as mulheres estão nas janelas)



Eu lembro da época que este blog era um blog de família...



Jantamos e voltamos andando para o hotel (lugar bom de se voltar, ótimo quarto, delicioso travesseiro), sentindo aquele friozinho da noite. Que delícia! Estávamos todos felizes.

Acordamos cedo para um delicioso café da manhã no hotel e um incrível passeio. Afinal, hoje era dia do meu aniversário. Como dizia o André, meu primeiro aniversário em Amsterdam!


Além da máquina fotográfica que ganhei de presente no início da viagem (grande estreia, são mais de 3000 fotos e vídeos! adorei), ganhei mais um super presente: visitar o museu Van Gogh. Foi emocionante, pra dizer o mínimo. Não se pode fotografar lá dentro, mas vou fazer força para que meus olhos não esqueçam as maravilhas que vi. Sei que meu coração jamais esquecerá. Pode parecer um pouco piegas, mas quando vejo coisas que me deixam feliz, gosto que os que gosto estejam comigo. E estavam. Isso é felicidade.





Aproveitamos o restante do dia visitando o Museu do Diamante, a Casa de Anne Frank, tomando um chopp à beira do cais, conversando e passeando calmamente a pé pela cidade.








Quando achava que tudo já estava mais que bom, veio o último dia – um passeio ao parque Keukenhof.


O maior jardim do mundo! Abre somente dois meses no ano. Abrange uma área de 32 hectares, com 15 km de trilhas, 7 milhões de bulbos de flores plantadas pela mão, mais de 2500 árvores em 87 variedades, mais de 100 tipos de tulipas. É o parque mais fotografado do mundo.


Não dá para o coração não bater mais forte ao entrar em Keukenhof. É de tirar o fôlego.


Não vou tentar traduzir em palavras toda a beleza que vi e todo o perfume que senti durante as muitas horas que passei ali. Sei, com certeza, que foi uma das coisas mais lindas que vi na vida!


















Para finalizar, mais um passeio incrível. Fomos ver o entardecer, andando de barco pelos canais de Amsterdam. Que máximo! O vento frio batendo no rosto, novamente as sementinhas caindo do céu trazendo um gostinho de quero ficar mais!!








Do que mais gostei? De tudo.

Se moraria lá? Sim, mas teria que comprar um barco e uma bicicleta.

Apesar da enorme saudade da Tuti, minha amada cã, que esteve conosco em todos os passeios (temos fotos e vídeo que comprovam isso, grande idéia da Alice), nada aconteceu que tenha feito com que as minhas impressões sobre esta viagem não fossem as melhores possíveis.

Mas vale dizer que esta viagem não seria tão incrível se não estivéssemos todos juntos. Fazia tempo que não viajávamos os quatro juntos. Um exercício de paciência e de tolerância, mas de muita alegria e amor.








Uma palavrinha especial ao André, que montou um super roteiro, foi um excelente host, um guia perfeito, sempre com informações importantes, dando um sentido muito maior ao que estávamos vendo, além de me paparicar bastante. Sim, sou mãe coruja.

Estou muito feliz. Que viagem!!!


Rita

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Como minha mãe descreve... a França

Próxima parada? Paris.

Logo que chegamos pegamos um trem para o centro. Me lembro de ficar um pouco decepcionada porque não estava gostando do que estava vendo, mas fiquei quieta, até um pouco constrangida de não estar empolgada. Afinal, eu estava em Paris!

Do trem, pegamos um metrô. Nada mudou. Cadê a organização? Cadê a educação das pessoas? Cadê o silêncio? Cadê as placas orientadoras? Hum... acho que estou querendo voltar para a Inglaterra. Neste momento descubro que o restante da família também.

Bom, tenhamos calma, tudo há de melhorar.

Realmente melhorou, fomos primeiro ao hotel (flat). Muito bom, localizado numa praça com cafés, creperia, shopping e metrô bem em frente.

A partir daí visitamos vários lugares, alguns bem bonitos, mas mal sinalizados para o turista. Alguns, como a torre Eiffel, com excesso de pessoas querendo vender à força suas bugigangas, outros com um cheiro de xixi insuportável, como em alguns trechos da margem do rio Sena. Uma pena, ele é tão lindo!

Iniciamos com um passeio a pé pela Champs-Élysées (linda e imponente, com seus 2 km de extensão, eu devia ter ido de tênis!) até o Arco do Triunfo (visto de baixo, quanta história! e de cima, a primeira visão da torre Eiffel, inteirinha, magnífica!).


Avenida Champs-Élysées



Arco do Triunfo




Vista do topo do Arco do Triunfo (não é montagem!)




Depois, o Louvre, Panteão e Notre Dame. Não pudemos fazer o Louvre todo (é enooorme!). Vale ressaltar que sentimos falta de placas explicativas nas obras expostas. Fui à Notre Dame duas vezes, em dias diferentes. Na segunda vez, uma 6ª feira Santa, pudemos chegar perto da coroa de Cristo e até beijá-la, se quiséssemos. Estava sendo exposta excepcionalmente para o público naquele dia. Demais!


Museu do Louvre



Meu pai, Monalisa, e minha mãe


Panteão



Catedral de Notre-Dame



A coroa de Cristo




Completando o nosso passeio por Paris visitamos o Palácio de Versalhes e seu jardim musical (muito lindo!), vimos o pôr do sol e a cidade se iluminando do alto da Torre Eiffel (o máximo!), fomos ao Museu D’Orsay (primeiro contato com Renoir, Manet, Monet, Millet, Van Gogh,...uau).


Palácio de Versalhes



Interior do Palácio de Versalhes



Interior do Palácio de Versalhes



Subindo na Torre Eiffel



Vista do Campo de Marte do topo da Torre Eiffel



Museu d'Orsay




Conhecemos a casa onde Rodin morou, vimos suas obras expostas nos cômodos e espalhadas em seu enorme jardim. Subimos de elevador até a Sacre Coer que fica bem no alto, proporcionando uma bonita vista (pena o cheiro de xixi pelas escadarias). Não podíamos deixar de visitar o Invalides, onde o ‘modesto’ Napoleão está enterrado (que túmulo é aquele, Sr. Napoleão???).


Casa de Rodin



O Beijo, de Rodin




A Basílica do Sagrado Coração (em francês Basilique du Sacré-Cœur)



Museu das Armas



Hôtel des Invalides



O sarcófago de Napoleão Bonaparte




Do que mais gostei? Da Torre Eiffel, de Versalhes, de ter beijado a coroa de Cristo, de beber um bom vinho e champanhe (a verdadeira), enquanto ia apreciando maravilhosos queijos.

Se moraria lá? Não.



Rita

sábado, 21 de maio de 2011

Como minha mãe descreve... a Inglaterra

Estou muito feliz. Que viagem!!

Atravessar o Atlântico foi um sonho realizado.

Ponto alto: rever meu filho. Feliz, bem instalado e adaptado (já com um certo ar inglês!).

E, depois, viajarmos todos juntos por algumas cidades da Inglaterra, por Paris e Amsterdam.

Escrevo aqui, a pedido do André, um pouco das minhas impressões sobre as cidades que conheci (elas são tantas! Não é fácil ter que ser econômica com as palavras).

Bem, na Inglaterra conheci Londres, Bristol, Windsor, Bath Spa e Salisbury.

Gostei de todas, da sua arquitetura, da organização, das pessoas educadas e cordiais, da conservação dos pontos turísticos famosos e dos não tão famosos, da facilidade de locomoção, dos pubs com seu fish and chips, de tomar café da manhã andando pelas ruas ainda frias usando cachecol, do jeito elegante do inglês falar, das árvores... uma foto em cada esquina.


Rio Avon passando por Bath Spa

Felizes aos pés do BB


A primeira refeição: Fish and Chips extra-grande!



Jardins da Universidade de Bristol



Isso, sem falar dos castelos e palácios com seus jardins, das catedrais, a Abadia com seus ilustres moradores, do círculo de pedras construído em 3000 a.C., dos banhos romanos, os museus, da ponte de Bristol (que cidade simpática!). História por todos os lados.


Torre de Londres



Troca da guarda no Castelo de Windsor



Os quatro na penumbra dos portões do Palácio de Buckingham



Os quatro em frente à Catedral de St. Paul



Interior da Catedral de Salisbury



Fachada oeste da Abadia de Westminster



Stonehenge



À beira dos banhos romanos em Bath Spa



Fachada do Museu Britânico



O símbolo de Bristol, a ponte suspensa de Clifton



Foi de arrepiar assistir a uma apresentação da marinha britânica no lindíssimo Royal Albert Hall, ir a London Eye andar na roda gigantíssima, atravessar a rua pela faixa de pedestre mais famosa e fotografada do mundo,


Royal Albert Hall



Vista de dentro da London Eye



André Harrison, Rita McCartney, Mauricio Starr e Alice Lennon na Abbey Road



e ... andar de balão - uma aventura maravilhosa e inesquecível (que bom eu ter vencido o meu pânico de altura)


Preparando para alçar voo



Vista do alto



E nos momentos de relaxar, conversar e fazer aquela refeição gostosa, nada melhor que estar na ensolarada e acolhedora casa do filho.


Um macarrãozinho básico



Do que mais gostei? De tudo.

Se moraria lá? Sim, apanharia um pouco com a língua, com o sentido dos veículos na rua, talvez com o inverno, com a cerveja e a alimentação, mas nada que o tempo não desse conta!


Rita